Introdução

A educação para o trânsito pode ser definida como uma ação para desenvolver no ser humano a capacidade de uso e participação consciente do espaço público, uma vez que ao circular os indivíduos estabelecem relações sociais, compartilham os espaços e fazem opções de circulação que interferem direta ou indiretamente na sua qualidade de vida e daqueles com quem convivem nesse espaço. Essa afirmação permite-nos refletir sobre a complexidade de conceitos e conteúdos que compõem o estudo da circulação e nos permite ainda afirmar que, fazer educação para o trânsito vai muito além do estudo das regras, símbolos e convenções estabelecidas no sistema de trânsito. Assim, fazer educação para o trânsito passa por discussões sobre: o exercício de cidadania; a mobilidade e acessibilidade para todos; os papéis assumidos ao circular; o compartilhamento do espaço; o meio ambiente e a história de cada local.

Bem vindos ao Blog do Trânsito

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro


Em um belo dia, você estaciona seu veículo em uma área de Zona Azul, coloca o cartão (que não é tão barato..) e sai tranqüilamente, sem preocupação, pois sabe que com a Zona Azul, seu carro estará lá, sem ser guinchado. Ao voltar vem a surpresa, o carro não está mais lá, mas não tem nenhum cavalete. Ele não foi rebocado e sim roubado!
Quem arca com o prejuízo? Em Joinville, a empresa que cuida do parqueamento da área em que o carro foi roubado foi a responsabilizada.
Confira o caso:

“Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos”.
Assim, a empresa Soil Serviços Técnicos e Consultoria de Santa Catarina, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 8,5 mil ao motorista Acácio Irineu Klemke, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de Joinville, serviço explorado pela empresa.
A empresa apelou da sentença ao TJ, sob argumento de que na condição de permissionária do município de Joinville presta serviços de parqueamento das vias públicas, mantendo e operacionalizando o sistema de estacionamento rotativo sem dever de vigilância ou guarda dos automóveis.
De acordo com o relator da matéria, desembargador Orli Rodrigues, a Soil é responsável pelos danos causados a terceiros nos estacionamentos sob seu controle.
Disse ainda que embora a empresa admita que a cobrança se preste a garantir a rotatividade dos veículos nos estacionamentos públicos, tal fato restringe direito fundamental de ir, vir e permanecer previsto na Constituição ao impor ao cidadão a obrigação de arcar com determinado preço para ter a permissão de estacionar em via pública.


Fonte: Conjur

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O asfalto Antienchente

A Universidade de São Paulo (USP) criou, por meio do seu Laboratório de Hidráulica da Escola Politécnica, uma é uma nova tecnologia de asfalto. A inovação tecnológica garante que as águas acumuladas no asfalto não ultrapassem a altura da sarjeta
Segundo o professor de engenharia hidráulica da Escola Politécnica da USP José Rodolfo Martins, responsável pela pesquisa, “O asfalto fica tão poroso quanto a areia da praia”.
A intenção é que o asfalto poroso, que pode ser usado em grandes áreas impermeáveis (como estacionamentos), crie um revestimento - graças a absorção - que retarde em 50% a velocidade com que as águas chegam aos rios e córregos da cidade.

Fonte: Folha de São Paulo


quinta-feira, 22 de julho de 2010

As motos no Brasil

As motos viraram uma alternativa para o transporte individual, essa opção fez com que a frota aumentasse em 34% no último ano em SP, e esse é um mercado que está em crescimento desde 1994 (com exceção do ano de 1999). O aumento trouxe também impactos negativos, como a maior incidência de acidentes e vítimas envolvendo motos, num ritmo até maior do que o aumento da frota. A moto é hoje o veículo que mais produz vítimas em SP, sendo que 71% dos acidentes com motos envolvem feridos que necessitam de cuidados hospitalares; enquanto outros automóveis esta proporção cai pra 7%.Essa situação não é exclusiva de SP, sendo assim, é importante entender como ocorrem esses acidentes para evitá-los.
Para isso, será usado um estudo sobre acidentes envolvendo motos feito na Europa, apesar da realidade brasileira não ser parecida com a européia, é interessante conhecer os resultados de um estudo específico sobre o assunto:

1. A maior parte dos acidentes ocorre em cruzamentos.
2. As colisões ou choques de motos foram principalmente com automóveis.
3. O fator predominante para ocorrência dos acidentes foi o ser humano, tanto os motoristas como os motociclistas.
4. As principais falhas humanas observadas envolvem não perceber a existência do outro elemento antes do acidente , e tomar uma decisão errada, como não reduzir a velocidade e avançar em um cruzamento.
5. A vestimenta, calçado e capacete foram efetivos para prevenir ou reduzir as lesões.
6. O garupeiro, apesar de contribuir pouco com a ocorrência dos acidentes, quando contribuiu foi por movimento repentino que provocou o desequilíbrio do motociclista.
Junto com o estudo, ficam as dicas para os motociclistas:· Ser visto é fundamental, por isso, circule sempre com o farol aceso, roupas e capacetes de fácil visualização. Coletes e acessórios refletivos também são muito importantes.

· Evite circular entre filas de veículos.
· Utilize proteção individual, como vestimentas, luvas, calçados e capacetes adequados, estes fixados adequadamente.
· Cuidado extra com os pneus, verificando sempre a banda de rodagem e a pressão adequada, a manutenção de todo o sistema de freios e de iluminação e sinalização; ou seja, farol, lanternas, luzes das setas e de freio.
· Atenção à via e suas condições, principalmente àquilo que pode te desequilibrar como pista molhada, faixas escorregadias, etc. Reduza a velocidade tome mais cuidado.
· Importante frear da maneira adequada, tendo cuidado para não bloquear as rodas.
Fonte: Cesvi